Nos dias 25 e 26 de Novembro de 2009 realizaram-se três sessões - colóquio no Laboratório de Física com grupos formados por diferentes turmas, de modo a proceder a um debate esclarecedor das ideias que os diferentes cartazes, que apareceram na entrada da escola na semana anterior ao dia 24 de Novembro, Dia Nacional da Cultura Científica, suscitaram nos alunos.
Como todos os cartazes intitulavam-se: «Procura-se resposta...» os alunos começaram por questionar, “ Resposta, para quê? “.
A partir desta questão inicial, procedeu-se a uma análise detalhada de cada um dos cartazes e foram anotadas as principais ideias lançadas ao ar pelos alunos. Foram ideias que falavam em mitos, religiões, filosofia, ciência, tecnologia ... E quanto aos pontos de encontro e desencontro destas áreas tudo muito difuso...
Segundo os alunos procuravam-se respostas que explicassem o que nos rodeia, os acontecimentos que transcendem o Homem, os fenómenos inexplicáveis desde tempos remotos, a origem e criação do mundo... a própria existência do Homem.
Procurava-se resposta para as necessidades de irmos mais além, de querermos um mundo sem limites, de construirmos respostas em areias soltas…E apercebemo-nos que “o que sabemos é uma gota, o que desconhecemos é um oceano!” Mas também, “de cada vez que o homem sonha o mundo pula e avança(…)”
Do debate retiraram-se ideias que ficaram a ressoar como sinos. Alguém disse: “Não sabemos nada”! Foi um aluno que disse, e disse verdade! Uma verdade difícil de desmentir…
Dizia outro - “Estamos cada vez mais longe da resposta…” E com a evolução dos tempos, da vida, do mundo, surgem mais dúvidas, mais incertezas, e também um mundo com cada vez mais respostas e muitas, muitas mais incógnitas.
E alguém pergunta: “Mas com tanta evolução, com tanta ciência e tecnologia, o mundo está melhor? Temos mais qualidade de vida? Vivemos de facto ou lutamos pela sobrevivência?
E em vez de encontrarmos respostas saímos com mais perguntas!

Porto, 2 de Dezembro de 2009

