No dia vinte e sete de Novembro de 2008 a EPPS abriu portas e lançou-se em mais um desafio, tomando como protagonistas da acção os/as alunos/as do Curso de Animador Sociocultural.
Desta vez, e tomando como referência a preparação do III Encontro de Animação Sociocultural, que acontecerá em Abril de 2009 e que marca já tradição na Escola, o grupo de futuros/as Animadores/as traçou um rumo de trabalho e, depois de várias pesquisas, orientações técnicas e teóricas optou por desbravar o potencial do mundo da Animação Juvenil.
Como sempre fez-se à estrada e conquistou o seu próprio caminho…
Desta vez, e tomando como referência a preparação do III Encontro de Animação Sociocultural, que acontecerá em Abril de 2009 e que marca já tradição na Escola, o grupo de futuros/as Animadores/as traçou um rumo de trabalho e, depois de várias pesquisas, orientações técnicas e teóricas optou por desbravar o potencial do mundo da Animação Juvenil.
Como sempre fez-se à estrada e conquistou o seu próprio caminho…
Depois de estabelecidos alguns contactos o grupo de trabalho conseguiu que o Dr. Abraão Costa, Técnico Superior de Animação Sociocultural, com vasta experiência no campo da Animação Juvenil, viesse até à EPPS partilhar saberes, revelar potencialidades de emprego e sobretudo, abrir os horizontes de uma equipa que almeja conquistar o mundo da Animação.
Esta partilha foi enriquecida pela diversidade de saberes expostos, pela apresentação de projectos (a partir de projecções fotográficas e vídeo), pelas orientações metodológicas e estratégicas de intervenção sociocultural fornecidas e, mormente pela participação activa e animada dos presentes.
O facto de o nosso convidado ser também Presidente da PASEC - Plataforma de Animadores Socioeducativos e Culturais e de, se ter feito acompanhar por outros representantes desta Associação, salientando-se ainda a apresentação recente da obra Animação Sociocultural e Protagonismo Juvenil (obra que em muito é fruto do trabalho com/nesta Plataforma) afigurou-se como mais uma possibilidade de desvendar à equipa, a importância da promoção do Associativismo e Voluntariado Juvenil, bem como a adopção de intervenções e investigações que possam fortalecer, enquadrar e justificar a pertinência da Animação Sociocultural na actualidade.
À medida que a sessão ia decorrendo foi possível transpor os conhecimentos para os trabalhos de PAP e PCT, que marcam o ritmo de formação destes/as futuros/as Animadores/as, para além de ter sido manifestada a forma como estes/as consolidaram as aprendizagens e manusearam, de forma pertinente, as novas abordagens para estas e/ou outras realidades de trabalho.
Finalizando, a apreensão potencial deste tipo de modalidade formativa, num Curso como o de Animador Sociocultural, faz-nos velejar sobre as mensagens de Giddens na obra As Consequências da Modernidade e, parafraseando a alegoria do Carro de Jagrená “nunca seremos capazes de controlar completamente quer o caminho quer o andamento da viagem. Em consequência, nunca nos poderemos sentir inteiramente seguros, dado o terreno por onde corre estar cheio de riscos e grandes consequências (…) pensamos poder controlar as situações mas, num determinado momento, os acontecimentos sucedem-se a um ritmo vertiginoso e podem escapar do nosso controlo (…) e então ou adquirimos competências para acompanhar a sua velocidade, ou o carro pode acabar mesmo por nos esmagar”…1
Sem mais demoras e para não quebrar o ritmo do carro… para além dos saberes teóricos, científicos e técnicos a EPPS aposta na formação de Animadores que sejam capazes de enfrentar os desafios múltiplos da modernidade… Afinal o Animador é, sobretudo aquele que medeia, gere e orienta o outro no seu caminho…
